Dr. House e o poder de síntese
OU: busque oxímoro no Google antes de ler esse texto
Dr. Greg House, conversando com uma médica da sua equipe (Dr. Chi Park), assume que a infância dela tenha sido estragada pela família.
PARK: Eu tive bons pais.
HOUSE: Isso é um oxímoro.
As tiradas misantrópicas do House são um dos chamarizes da série, mais até do que os mistérios médicos que ele soluciona. O timing do ator é impecável e o texto é delicioso. Mas esta resposta em especial, “isso é um oxímoro”, é dessas falas que, anos depois, ficam na minha cabeça como exemplo de bom diálogo. Por que? Síntese.
Como seria essa resposta nas mãos de roteiristas menos competentes?
PARK: Eu tive bons pais.
HOUSE: “Bons pais”? Até parece… Isso não existe.
Ou:
PARK: Eu tive bons pais.
HOUSE: Conta outra.
Conta outra é uma frase menor do que “Isso é um oxímoro”, mas muito banal e sem a dimensão niilista de afirmar que todos os pais são ruins.
Note que a construção desse trecho
Keep reading with a 7-day free trial
Subscribe to A Quinta Parede to keep reading this post and get 7 days of free access to the full post archives.


